sexta-feira, 17 de maio de 2013

Quero confessar...

Um brasileiro entra na delegacia em plena Caxias do Sul e dirige-se ao delegado:
 - Vim entregar-me, cometi um crime e desde então não consigo viver em paz.
 - Meu senhor, as leis aqui são muito severas e são cumpridas e se o senhor é mesmo culpado não haverá apelação nem dor de consciência que o livre da cadeia!
 - Atropelei um argentino na estrada ao sul de Caxias.
 - Ora meu amigo, como o senhor pode se culpar se estes argentinos atravessam as ruas e as estradas a todo o momento?
 - Mas ele estava no acostamento.
 - Se estava no acostamento é porque queria atravessar, se não fosse o senhor seria outro qualquer.
 - Mas não tive nem a hombridade de avisar a família daquele homem, sou um crápula !
 - Meu amigo, se o senhor tivesse avisado haveria manifestação, repúdio popular, passeata, repressão, pancadaria e morreria muito mais gente, acho o senhor um pacifista, merece uma estátua.
 - Eu enterrei o pobre homem ali mesmo, na beira da estrada.
 - O senhor é um grande humanista, enterrar um argentino, é um benfeitor, outro qualquer o abandonaria ali mesmo para ser comido por urubus e outros animais, provavelmente até hienas.
 - Mas enquanto eu o enterrava, ele gritava : Estoy vivo,estoy vivo!
 - Tudo mentira, esses argentinos mentem muito.

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