segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Palabra de Honor ou seja Tomara que Caia !



Não sou designer de moda feminina e os decepcionaria se me perguntassem o nome de pelo menos um estilista.

Não saberia!

No entanto, apesar destas limitações confessas, desde criancinha sou um admirador extasiado desta obra completa que é a relação mulher e vestimenta.

Sem dúvida, e também apaixonado por estes decotes tomara - que - caia que me deixam tão feliz e sempre mostram que um homem pode viver a intensidade da vida com coisas simples, mas recheados de conteúdos admiráveis.

Se é que me fiz entender!

A causa desta paixão arrebatadora? É porque imagino sempre que eles irão cair mesmo!

Então, fico na torcida para que isto aconteça e , confesso que se dependesse de mim estas ocorrências seriam mais freqüentes que explosões de caixas eletrônicos dos bancos, no entanto, o cuidado apurado das mulheres me frustra, definitivamente.

E esta é a parte mais sensual e bonita da fantasia que o tomara - que - caia, desperta em mim.

Não é propriamente dito a exposição daquele colo , em geral muito bonito que este tipo de decote deixa parecer nas mulheres e sim, o hábito e a apurada técnica que elas desenvolveram, com as mãos, uma em cada ponto extremo do decote ,na proximidade das axilas, de ficarem puxando para cima e continuadamente, sempre que o nível das minhas expectativas está quase se completando!

Noto que a mulher sente qual o ponto exato de praticar esta nobre arte de sedução e sensualidade,pois logo que a parte mais explícita e do comecinho mais branquinho deste admirável conteúdo superior dos seios começam a implodir, elas puxam o decote para cima!

Este movimento me causa dor e frustração pior do que ser reprovado em concursos público.
Apesar desta contradição é muito gratificante, pois se a dor existe de não ver um espetáculo merecido para quem , principalmente como eu sempre acredita nesta possibilidade, o sofrimento não é inevitável pois, fica a certeza do descuido, de uma próxima mulher, em um próximo momento que sempre espero estar por perto.

Esta tendência estatística de probabilidades que tal evento maravilhoso e surpreendente aconteça, têm no verão suas chances muito aumentadas e vão diminuindo à medida que ele se despede e outras estações menos quentes forçam as mulheres a vestirem-se mais do que o esperado, o que sempre considero um ato de extrema crueldade, mas reconheço ser inevitável.

Andei procurando, em algumas poucas consultas a uma psicanalista amiga, e descobri quais as razões desta mania que prevalece em mim , quanto à torcida por esta vontade incontida que o decote tomara - que- caia, caia mesmo!

O máximo que conseguimos chegar, foi a uma interpretação desta profissional que arrancou de mim uma confissão jamais tornada pública, qual seja, a de que eu mamei até os cinco anos de idade e só parei porque, meu pai e muito justamente, deu uma decisão na minha mãe definitiva, do tipo:

-Ou ele, ou eu!

No entanto, apesar das causas do desejo destas ocorrências nunca terem ficado muito bem esclarecidas, um fato marcou de forma indelével as minhas muitas sessões de análise com a aquela competente psicanalista, qual seja, o fato de que, depois da primeira vez na qual expus minha problemática, coincidentemente na maioria das outras sessões que tivemos , ela jamais deixou de ir ao consultório com generosos vestidos com decote tomara- que- caia.

E a cada momento que ela o puxava para cima, esboçava um leve sorriso, como se estivesse, perguntando:

-É assim?

E o que me motiva é a perspectiva de que o inesperado, algum dia me faça uma surpresa.

Nossa, e como valorizo estas surpresas!

Desculpem , gosto muito destas minhas ingênuas fantasias.

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