segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Homem &x Mulher





A fama de que, a maioria dos homens seja pouco corajosa para as doenças e as enfrentam com muito mais dificuldade do que a mulher é absolutamente, verdadeira.
Alguns deles não querendo reconhecer esta verdade, até culpam as mulheres chamando-as de sadomasoquistas, dizem que mulher gosta de sofrer mesmo, enfim, isto na melhor das avaliações possíveis e publicáveis!

Por exemplo: Se ambos estão com enxaqueca, a mulher se queixa de forma quase telegráfica, procura uma medicação, e em geral continua fazendo seus trabalhos habituais. Vai levando.Se a dor é muito forte mesmo, descansa uns dez minutos, levanta e já vai a luta.
O homem começa a ter ânsia de vômitos.

Entre um vômito e outro, diz que a cabeça vai explodir de tanta dor e com voz lamuriosa afirma que tem uma imensa bola de fogo pulsatil lá dentro arrebentando tudo e que vai enlouquecer.

Vomita novamente.

Bota a mão em cima do coração para ver se ele ainda continua batendo. Começa a questionar se não é uma doença muito mais grave e já admite a hipótese de um fulminante infarto agudíssimo do miorcádio!

Se estiver no trabalho, então o circo é completo, pede para ir para casa e quem dirigiria o seu carro,pois não consegue nem abrir o olho,mas fala isso de olho bem aberto,lógico.

Nestas ocasiões, no entanto, é o seu próprio chefe que também, é outro homem e frouxo, quem o apavora mais ainda, dizendo para ele que os seus olhos parecem estar amarelando, os lábios arroxeando e está ficando completamente, verde.

Aí o cara começa a ter incríveis alucinações, vendo imagens de coisas e animais verdes e monstruosos, visões dantescas de bichos medonhos e nos quais poderia estar se transformando.

As imagens mentais fantasiosas são muito fortes e ...desmaia!

Levado para o departamento médico exige comprimido ao invés de injeção e fica fazendo boquinha de choro para a enfermeira.
Antes do médico sequer examiná-lo,o cara agora diz que está com diarréia,vai ao banheiro muitas vezes e sempre quando volta diz para a resignada e gostosa enfermeira, que não está “saindo nada”.
E com muita indignação olha para a bunda dela, como se afinal você a dela, a responsável, e não a dele.

Ela tenta acalmá lo. Afinal aquele machão ali estendido, completamente descabelado na cama,suando em bicas, com o terno todo amassado, a gravata quase lhe enforcando, e só com um dos sapatos - pois, o outro ficou no banheiro - agora pede para urinar.

Até dá a entender que a enfermeira podia ajudá-lo de alguma forma, hipótese esta descartada, delicadamente pela profissional.

O que ele quer é colo, atenção, mimos,pois sua mãe é a grande culpada daquele macho ter estes explícitos ataques de frescuras, pois sendo filho único, mamou até os cinco anos e ela até hoje ainda, o chama de fofo.
Ele acha que vai morrer e ameaça vomitar novamente e a queixar-se de outros sintomas, que só ele percebe, como aquele carocinho no pescoço, uma vermelhidão na virilha e quem sabe - pensa ele nervosamente - não seriam sintomas de um possível e brusco aumento da sua próstata?

Pronto, tinha que colocar a próstata, no meio!

Atualmente, todas as ansiedades e fantasias dos medos dos homens terminam nesta maldita próstata.

Então, fica mais ansioso, chama o médico e entope o outro com perguntas tipo: qual é o dedo que o médico usa para fazer o toque retal, se demora muito e finalmente, sem deixar que o medico dê uma só palavra ele mesmo afirma:

- Dói pra cassete!
Em seguida começa a falar mal da mulher.

Não podia deixar passar em branco esta oportunidade para baixar o cassete na esposa, dizendo que tem muitos compromissos, vive sempre estressado, não está agüentando pagar tantas dívidas ,ela é uma mulher muito chata, marca em cima, ciumenta e já estando casado há 21 anos a vê “simplesmente “, como sua irmã.

Aí o médico, puxa uma cadeira e diz:

- Cara , você tem razão,eu também carrego a minha cruz! -
Para a gostosa da enfermeira aquilo foi a última gota.

Faz cara de nojo, desaprovação, revolta e num ato explícito de libertação daquele espetáculo de indesejável machismo , abandona o consultório levando consigo o que de melhor existia ali no recinto ou seja, aquela “preferência nacional” robusta e empinada que, na posologia certa, faz esquecer até as piores das enxaquecas, como o olhar obsceno daquele aflito doentinho comprovou, ao ver passar por ele, todo aquele arsenal medicamentoso, ameaçando inclusive ir atrás.

Ir atrás...com todo o duplo sentido necessário,por favor!


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